Ouvi que as ideias quando estão prontas dão um jeito próprio de se concretizarem. Deixe elas ali, em paz, cultivando. No momento certo elas brotarão. Apressar algo acontecer, portanto, é um abortador.
Para ter paciência e esperar é preciso crer. Um índio disse que ele sabia esperar porque era índio e não tinha outro modo de ser. Dá para aprender a ser índio, in-dios, em deus. Eu sou deus e deus sou eu aqui dentro de mim. Não temer crescer, não temer crer e não temer ser.
Ouvi também que tudo que acontece fora tem relação com o que eu não curei aqui dentro. Deu pressa de novo, mas paciência. A ciência da paz. A arte de ao mesmo tempo aceitar o que eu não posso mudar e mover o que eu puder. Eu ouvi a palavra curar como só uma palavra, não querendo dizer perfeccionismo tampouco perfeição, mas uma palavra que se relaciona com aquilo que eu consigo deixar brotar a cada instante, a cada momento que consigo ver uma questão por um ângulo até então desconhecido para mim. A cada momento que consigo um novo movimento.
Estou cultivando uma vontade de servir e ser servido, o amor é muito mesmo bonito. E eu me pego assim, calada, admirando as coisas da vida. Finalmente estou gostando de crescer.
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sábado, 27 de outubro de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
como estrelas
"Agora, o braço não é mais o braço erguido num grito de gol.
Agora, o braço é uma linha, um traço, um rastro espelhado e brilhante.
E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamentos de pontos, de partículas,um quadro de impulsos, um processamento de sinais. E assim — dizem — recontam a vida.
Agora, retiram de mim a cobertura da carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos, e aí estou, pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo. Um rascunho. Uma forma nebulosa, feita de luz e sombra. Como uma estrela. Agora, eu sou uma estrela".
Fernando Faro, recitado por Elis Regina em O trem Azul.
Esse trecho representa esse momento que estou vivendo, ainda não consigo escrever mais. Quem sabe, numa hora dessas, eu não reescreva o rascunho? São tantas coisas no meu pensamento.... estou querendo ficar com elas, digerí-las.
Enquanto pensamentos eu os aceito, mas ainda dói escrever.
Agora, o braço é uma linha, um traço, um rastro espelhado e brilhante.
E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamentos de pontos, de partículas,um quadro de impulsos, um processamento de sinais. E assim — dizem — recontam a vida.
Agora, retiram de mim a cobertura da carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos, e aí estou, pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo. Um rascunho. Uma forma nebulosa, feita de luz e sombra. Como uma estrela. Agora, eu sou uma estrela".
Fernando Faro, recitado por Elis Regina em O trem Azul.
Esse trecho representa esse momento que estou vivendo, ainda não consigo escrever mais. Quem sabe, numa hora dessas, eu não reescreva o rascunho? São tantas coisas no meu pensamento.... estou querendo ficar com elas, digerí-las.
Enquanto pensamentos eu os aceito, mas ainda dói escrever.
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