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terça-feira, 10 de julho de 2012
com os pés no chão, aprender a voar
Encontrei aquela pessoa que eu sabia ser. Aleatoriamente. Viver de olhos fechados é fácil. De olhos fechados eu sabia ser. Lapidar quem eu sou de olhos abertos, desafio. Encarei.
Eu corria, corria, mas nunca chegava. Desci nos porões sem rima, escalei as paredes cinzas, entrei em labirintos coloridos. Percebi que nem sempre as cores confortavam. Eu estava ali, mas não estava, estava por toda parte, misturada nos espelhos dos encontros. Experimentei o inferno e o céu, no mesmo dia. Vesti fantasias, vesti luto.
Encontrei realidades nas quais o meu nome era o de menos. Ser livre era uma meta, mas eu não sabia o que - livre - dizia. Com muletas, desejar voar. Você sabe?
Enredo. Aceitei desfiar o fio que me enredava, pesadamente. Com paciência entrou a luz. Criei rimas que rimavam (para mim), pintei paredes proibidas, plantei flores comestíveis, escalei as paredes do labirinto para ver além das cores. Sem regras, pisei no chão, abracei o mundo na sua imperfeição.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
e ai, eu crio asas e ai, elas querem voar.
"(...) eu tenho asas de um anjo bagunceiro
sou brasileiro: eu me misturo na multidão
a minha luz é a de um sol de fevereiro
e o carnaval na rua é a minha procissão
se você quer que eu proteja o seu destino
faça-me amor com amor no coração
eu sou um anjo carente de carinho
seu eu cruzar o teu caminho
me pega
e me leva pela mão" - T.P.
o leão move-se sozinho.
sou brasileiro: eu me misturo na multidão
a minha luz é a de um sol de fevereiro
e o carnaval na rua é a minha procissão
se você quer que eu proteja o seu destino
faça-me amor com amor no coração
eu sou um anjo carente de carinho
seu eu cruzar o teu caminho
me pega
e me leva pela mão" - T.P.
o leão move-se sozinho.
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